out 15 2009

SE EU JÁ SOUBESSE

A Rocque, no que seria

seu 90º aniversário.

Tudo teria sido simples, amor, se antes

eu  já soubesse que

nada real consegue ser ameaçado,

que nada irreal existe,

que não importa ter razão, mas ser feliz,

que quem ataca, despreza ou maltrata

pede amor,

e quem sente culpa, medo ou remorço

pede punição.

Que bom teria sido se eu já soubesse que só é real

o que tem correspondência em Deus,

ah! não teria ficado triste

por te adormeceres antes de eu me deitar,

ficares  longo tempo calado sem conversar,

te demorares longe de mim sem me olhar.

Hoje sei… Nada disso importa. Só o que vale

é seguir cada um com o outro em sua mente

e ambos na Dele, curando a comunicação.

Sem cuidado, sem medo, juntos sempre estamos

em Seu Colo, de onde jamais saímos.

Agora ambos já sabemos que

fora do amor nada é real,

e só no amor é que tudo consegue

ser feito real.

Indizível em palavras, como é esse amor,

só sabe quem ama.

Mesmo estando tu lá e eu cá,

aparentemente separados, te asseguro: 

fomos felizes.

Rio, 29/06/09

M. Thereza de Barros Camargo,

in OREMAS III, no prelo, Ibis Libris. 

 

 

 

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